FAXINEIROOOOO… É A VOVÓZINHA ACADEMIA!

Assisti a uma palestra na UERJ sobre os Meios de Comunicação.
Apesar da greve o auditório estava quase lotado
Aliás parabéns para a turma do Centro Acadêmico, organizadora do Evento.
Compunham a mesa o repórter Chico Otávio, do Globo, o diretor adjunto da revista Carta Capital, Mauricio Dias, o indescritível diretor da mesma Carta Capital, Mino Carta e um professor da universidade, Vinicius(gente não lembro o sobrenome dele).
Tudo ia muito bem até que começou os grandes momentos do evento.
Primeiro, o auditório foi do riso às frases de protesto quando uma estudante caiu ao sentar num banco, que acabara de quebrar: ‘A Uerj é isso, gente’.(aplausos)
Depois, mais risos quando o ícone vivo da imprensa Mino Carta explicou o porque de encerrar sua participação tão cedo. O motivo era simples: “Sou um velho de 72 anos e tenho fome. São 21h30, to faminto. Desculpe, tenho que comer” – sem contar que discretamente uma integrante do C.A trazia num corpo descartável uma cervejinha para ele. Super solidário, dividiu até com o Chico Otávio.
Mas foi o professor Vinicius que causou digamos assim, a irresistível vontade da platéia de torce o pescoço de alguém, na verdade o dele mesmo.
Para ele, os repórteres são artigos mortos e dispensáveis numa redação, a função está fadada a falência devido ao avanço das tecnológias. Mas o clima esquentou mesmo quando o distinto docente enfatizou que para ele, o repórter é um mero faxineiro de palavras.
A cara de cada um dos grandes repórteres que estavam na mesa torceu imediatamente.
Já os estudantes de outras universidades se entreolhavam no estilo: – Ninguém merece! Ou Merece?
Afinal de contas, ouvir de um professor que ganha a vida dando aula para estudantes de comunicação – teoria da comunicação para ser mais exato – , que todos ali estão estudando durante quantro anos para ser faxineiro, é dose.
Mino Carta rangia os dentes, Mauricio Dias de repente engasgou, uma bolinha subia e descia da garganta e Chico Otávio bateu nele – educadamente óbivio -, mas igual à mulher despereada com um dandália na mão tentando matar uma barata, ous eja era chinelada para tudo quanto é lado.
Como diz a galera da coluna social: PANO RÁPIDO. RAPIDÍSSIMO
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Sobre Conversa no Banheiro

Uma jornalista fora do perfil. Repórter por essência.
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