Quem quer um cheiro?

Acredite você só irá entender a Bahia se for lá.
Por isso, minha dica é: se programe e viaje o quanto antes, pois além das praias maravilhosas de água quente e piscinas naturais, você descobrirá que o tabuleiro da baiana tem muito mais do que acarajé.
A primeira surpresa é que baiano não houve axé.
Quer uma prova? Às terças-feiras, o Pelourinho é invadido por bandas de reggae, samba e forró. São cinco palcos espalhados pelas ruas do Centro Histórico do Pelourinho e, tudo é de graça.
Já o axé é para turistas e, portanto é cobrado R$40.
Mas é bom chegar cedo, pois a partir das 23h, a noite já esfriou.
Aliás, a parte considerada boêmia da cidade, o bairro Rio Vermelho, fecha no máximo nas sextas por volta de duas da manhã.
No entanto, vale a pena conferir o acarajé da Dona Sinhá. Nota BB: bom é barato.
Como em toda viagem às compras são necessárias, principalmente lá onde as cores saltam aos olhos e até os homens viram consumistas comprando de tudo.
Porém, não se deixe levar pelas tias e tios da fitinha. Eles cobram tudo bem mais caro. Aliás, a palavra de ordem é pechinche em qualquer lugar e hora. Não precisa ter vergonha. Seja nas lojas no Pelourinho, nos ambulantes de ruas, no Mercado Modelo ou na feira que ocorre do lado de fora do Mercado, onde as coisas são bem mais em conta, pechinche.
No entanto, como disse acima a Bahia é muito mais do que isso. Para se conhecer de fato a “baianidade nagô” cantada por Gil, visite o Ilê Ayê, que fica no bairro da Liberdade, na ladeira do Curuzu.
Descubra que não pode entrar de saia curta e barriga de fora no Ilê Ayê, porque lá ele não é um bloco de carnaval. E sim, é baseado e formado por concepções religiosas do Candomblé com terreiros, cânticos e escola, onde as crianças aprendem sobre a cultura afro-brasileira e a história do Brasil, tendo negros participantes dela, ou seja, verdadeiro passado do Brasil.
Mas se quiser ouvir também o Ilê Ayê, aparece no partido alto às sextas-feiras.
E, faça o que jornalista mais gosta: converse com as pessoas. Isso será o melhor da viagem.
E para terminar, na saída da Bahia não deixe de tomar sorvete no Pelourinho, logo ao lado do elevador Lacerda. É o melhor que já provei na minha vida.
Ah, e reserve pelo menos uns dez dias na cidade e vá fora da temporada carnavalesca.
Nesta época, Salvador é igual ao Rio só tem turistas.

Por Tatiana Lima, repórter Rocinha Notícias

Texto da coluna “Jornalistas Recomendam”, para o site da Associação Brasileira de Imprensa.

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Sobre Conversa no Banheiro

Uma jornalista fora do perfil. Repórter por essência.
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