Papinho de Homem – Uma cama de solteiro, meu pau e eu…

Bom, a primeira é de como é desconfortável para um homem ir a um puteiro na primeira vez. Simplesmente porque o cara não sabe como agir. Não só em relação em como chegar na mulher, mas como será o desenrolar da situação dentro de um quarto.

Afinal, eles também têm a grande dúvida: Será que vou gozar e dar no coro? Não por problemas de disfunção erétil claro, mas pela tensão da situação e, na minha ida a Vila Mimosa, olhando para os lados, percebi que realmente o clima era tenso entre espécimes masculinos.
Ainda, há a questão de aprender sobre certos códigos de conduta que todo homem deve seguir num puteiro. Sim, não se espante. Há regra e muitas…Ou você achou que só por ser um puteiro, lá é a casa da Mãe Joana?
Por isso, deve-se observar muito para depois agir. Ninguém quer confusão e chegar perto de uma mulher do nada – mesmo quando o cara parece ter ido embora – pode ser encrenca. Outra norma é falar baixo. Nada de se alterar.
Uma atitude ríspida pode ser motivo para seguranças do bar ou da casa virem em sua direção, também de forma nada amigável.

Ao contrário do que se pensar, em lugares como prostíbulos são as mulheres que conduzem toda a situação. Assim, ela fará o que foi acordado e o cara só toca nela conforme “ela” se aproxima. Camisinha não é opcional, lógico, e são as mulheres que colocam normalmente já com a boca para estimular o homem.
Os quartinhos na Vila Mimosa ficam na parte de cima dos bares, onde há apenas uma cama de solteiro – afinal de contas, para que mais espaço se você só tem 15 a 30 minutos? – É comum o cara começar no bar pagando umas cervejas e daí, partir para o programa de fato. Esta é a fase do antes, ou seja, é a preliminar da relação sexual.

Na maioria das vezes é possível perceber quando a prostituta foi com a tua cara ou não. O indicativo não é só tom de voz, expressão dos olhos e corpo quando ela te fita, mas particularmente da gíria usada para chamar o cliente. Segundo eles, quando a puta gosta do cliente ela se dirigir a ele como “Filé”, e, quando não gosta é “Nein”.

Normalmente, é dentro do quarto que esta diferenciação fica evidente e serve de indicativo para dois comportamentos distintos. No durante quando a trepada parece que “não vai funcionar” ou digamos, “o fim está demorando muito a chegar”, as profissionais do sexo podem querer começar a incentivar o cliente, no estilo de “Vai filé” ou apressar com o “Vai Nein”.

Mas, se você acha que isso já é o fim, saiba que a situação pode piorar se a profissional dispara a frase: “olha o tempo, Nein”. Ai, fudeu! Quer dizer não fudeu e é melhor fuder logo. Pois, o durante está para acabar.

Aí, vem o depois que pode ser o que seria o “antes”, já que muitas vezes, os caros somente depois do quartinho, se a companhia foi boa, chamam a mulher para uma cerveja.

Também podem ser elas que chamem eles para tomar uma bebida. Muitos evitam porque é nessas horas, que vem às histórias tristes de como vim para aqui e talvez até, um pedido de um dinheirinho a mais.

Ainda pode acontecer do cara simplesmente não aceitar beber porque ficou completamente sem grana. E aí, algumas se oferecem para pagar a birita. Até porque fica claro que o objetivo é humanizar a relação – me espantei um pouco dos homens concordarem da puta pagar a cerva, mas ganhei a seguinte: “Por que não? O dinheiro era meu”. É, tem lógica.

Aliás, esta foi a maior queixa deles. Apesar de saberem que a relação é comercial, todos, absolutamente todos reclamaram das prostitutas. De que a maioria, não deveria fazer este ofício porque é como fazer sexo com um robô – Mas se é assim, por quê voltam a usar o serviço?

Bom a partir daí, foram diversas situações relatadas: da puta que tirou meleca na frente do cara e que ele saiu puto da vida e desistiu do programa. Da outra que só fazia sexo de babydoll (mas tem homem adora), do cara que se pergunta sempre qual era o nome verdadeiro delas (e que tenta descobrir a informação pela necessarie delas).

Do que é só faz isso porque precisa desestressar do árduo trabalho e aproveita pra dar umazinha na hora do almoço no Centro (lá na Tiradentes). Do que fica irado porque elas sempre querem trepar na mesma posição (de quatro assim o contato com o cliente é menor). Do marido que busca a mulher (prostituta) na saída do trabalho e do cliente que escapou de um assalto graças ao intermédio da prostituta.

Ela percebeu a movimentação e apesar de já ter se despedido dele, correu e o abraçou para protegê-lo fazendo o ladrão ir embora, mas depois o maltratou, falou para sumir dali e jogou ele no chão. Mesmo assim, ele voltou um mês depois para procurá-la só que não achou. Isso é normal à rotatividade na Vila Mimosa é grande. E mais e mais histórias que me provariam a tese de que 90% delas não servem para o ofício de puta – Mas qual é a mulher que quer ter esse talento?

Porém, confesso que entre pensamentos machistas, cabeça voando sobre certos detalhes que dariam outra crônica e relatos pragmáticos, revelo que me solidarizei com alguns e quase abri um central de reclamações.

Mas mesmo achando que cada história origina uma crônica diferente, vou deixar de escrever detalhes para narrar aos leitores deste humilde Blog a minha preferida, porque essa não apenas ouvi como assisti a cena numa terma perto de casa.

O cara chega na terma com um amigo. Olha, olha e olha até que se aproxima de uma das “meninas” e começa a conversar – estilo pavão sabe? Desses quer gosta de ser engraçado, conta piada para

o garçom e tenta estabelecer um clima simpático com todos os clientes que estão no balcão do bar. Então…Daí, ele pede um chopp e pergunta: “o que quer beber gata?”. Ela responde: “Nada, meu anjo, não bebo”.

Ele cai na gargalhada – chamando atenção de boa parte da clientela, bem pavão – , e em um tom superior vira para o garçom e diz rindo muito:
– Pô, cara, me dá um todinho aí porque gatinha aqui não bebe, traz um leitinho.
A profissional e o barman se entreolham e riem de lado. Cinco minutos se passam e o garçom traz na bandeja o chopp do cliente e o leite da moça. Na verdade, um achocolatado. Sabe aquele todinho de caixinha de café da manha? Então, não é que tinha?

P.S: Quanto à minha ida a uma terma já informo que meu amigo tinha toda razão. Com dinheiro se entra em qualquer lugar, com meu charme (poder pesuarsã) nem se fala.

Quanto à minha ida a Vila Mimosa só posso dizer que o público masculino tem razão. Não é que me diverti muito!? Mas a cerveja é cara R$4,00.

Definitivamente os homens mentem quando dizem que vão lá SÓ para beber.

P.S: o pavão não agüentou a pressão e resolveu ir embora…

Imagens: google e Tatiana Lima
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Sobre Conversa no Banheiro

Uma jornalista fora do perfil. Repórter por essência.
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Uma resposta para Papinho de Homem – Uma cama de solteiro, meu pau e eu…

  1. Rafa disse:

    Olá minha querida, seu fan #1 falando.Gostei da reedição que vc fez, de fato uma das histórias que eu mais gosto, com humor, ironia e verdades na medida certa!Beijos, e estou esperando por mais!

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